Depois de competir os 05km em Maui em 2008, quando fui pela primeira vez ao Hawaii, acompanhar meu noivo no XTERRA WORLD CHAMPIONSHIP, já fiquei assustada com o clima e o terreno para uma prova de triathlon.


Como estava começando a correr após uma dura cirurgia no joelho, achei que estava exagerando nos sintomas havaianos, mas neste ano que decidi fazer a prova de 10km, para não perder a viagem, percebi que realmente é muito difícil fazer qualquer esporte fora da água e, hoje, dou ainda mais valor para os triatletas que competem o Mundial do XTERRA e do Ironman e  o Ultraman no Hawaii. É mesmo só para campeões!

Mesmo com calor acima dos 35 graus C, a umidade elevadíssima e o percurso da corrida de 10km sendo o mesmo da corrida do triathlon: cheio de subidas intermináveis, decidas suicidas do vulcão Haleakala, areia fofa e pedras soltas e cortantes das praias vulcânicas de Makena, o visual compensou o sacrifício, que quase se confunde com o prazer de estar passando por aquele lugar divino e completando uma dura prova de trail run com tempo de 1h22min.

Depois do jet lag de 9 horas o mais difícil foi conseguir respirar e quando encaixei a respiração tomei um susto enorme com as resto de ossos de animais mortos perdidos no meio da trilha que quase tive uma parada cardíaca (brincadeira). Decidi que realmente sou uma triatleta urbana.

Mas estava super bem acompanhada! Com minha amiga inseparável da corrida, a Dani, que mesmo mais forte do que eu, também sentiu as dificuldades e fomos juntas do inicio ao fim; uma puxando a outra.

Após subir e descer o vulcão, chegamos na praia de Makena, onde ficava o hotel oficial do evento, pensei: “agora vou acelerar já que cheguei em algum terreno plano”, e… que nada! Tivemos que atravessar um morro de pedras vulcânicas lisas e cortantes – que quase fiquei sem tênis – e depois pular e passar por baixo de um campo minado de arvores obstáculos. Me senti num filme hollywoodiano de ação. Cômico…

Mas a emoção tomou conta de mim quando chegamos na passarela com as bandeiras de todos os países que participaram no Mundial do XTERRA e fizeram do evento um momento esportivo de integração global entre pessoas que amam a vida. Nesta hora olhei para a Dani, que estava 01 pé na minha frente, e peguei na mão dela para passarmos o pórtico de chagada juntas. Foi emocionante.

A organização do evento não entrega medalhas nas provas paralelas ao evento principal (uma pena) mas a experiência esportiva internacional é muito bacana para darmos valor ao que temos no Brasil e podermos dividir com os nossos amigos.

Por isso resolvi escrever este post, mesmo sendo apenas uma prova de 10Km. XTERRA valeu! Dani em 2012 tem mais! Só que vamos correr para baixo de 1hora e 13minutos para passarmos na frente do Campoy! Obvio… rsrsr.  Camps parabéns!!!

E, claro, que nada disso teria acontecido se não fosse o meu grande amor que pegou a vaga para ir a Mundial do XTERRA e me treinou para enfrentar estes 10km…Já recompensei, né?!

Obrigada aos meus amigos e familiares que sempre nos apoiaram!

Um grande beijo! E boa prática!!!!